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GUIA VIRTUAL

ILUSTRADO

das Unidades de Conservação

do Rio Grande do Sul

Algumas UCs do Rio Grande do Sul foram selecionadas e fazem parte deste guia informativo e ilustrado. Além das características que compõem essas áreas, constam as espécies animais ​e vegetais e os biomas que estão protegidos nestes locais.

Vamos juntos conhecer as UCs!

 

O ser humano e a natureza

Desde a sua origem, como bons animais que somos, nós seres humanos sempre dependemos de fontes naturais para viver. Essas fontes são as Renováveis, como a água, o vento e a luz e energia solar; e as Não-renováveis, também chamadas de "esgotáveis", como o petróleo, o gás natural e o carvão mineral.

 

Mas afinal, o que são serviços ecossistêmicos?!

São os benefícios vitais que nós obtemos da natureza para o nosso bem estar e para as atividades econômicas da sociedade.

 

Eles são as processos ecológicos naturais que servem de base para a nossa existência como espécie. 1

Passe o mouse nas imagens abaixo para conhecer alguns Serviços Ecossistêmicos

Serviços de Provisão: produtos que obtemos da natureza

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Serviços de Regulação: ação de outros seres vivos que nos beneficiam

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Serviços Culturais: sentimento de bem-estar do contato com a natureza

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Degradação e Ameaças

O uso das fontes naturais para nossa sobrevivência gera efeitos no ambiente e, mesmo sabendo da importância de manter essa relação em equilíbrio, o ser humano adotou uma má conduta...

Necessidade de conservação

O ser humano, consciente, sabe que precisa da natureza para continuar existindo e passou a proteger algumas áreas com grande importância para espécies mais raras ou as que existem apenas em um local, ou ainda para garantir os serviços ecossistêmicos que tu conheceste acima. 

Preservação

É a proteção integral do ambiente e se faz necessária quando há risco de perda da biodiversidade, seja de uma espécie, um bioma ou um ecossistema como um todo. 8

Conservação

Une a proteção dos recursos naturais com o seu uso racional, para garantir a sustentabilidade e a sua existência também para as futuras gerações. 8

Unidades de Conservação no Rio Grande do Sul

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As UCs do Estado preservam animais e plantas únicos, como o sapinho-de-barriga-vermelha, a onça-pintada e o xaxim; e conservam ecossistemas e biomas especiais, como o Pampa e a Mata Atlântica.

A partir de agora, conheça algumas diferentes categorias de UCs presentes no Estado e a fauna e flora e os ambientes associados a essas áreas...

 

Capítulo 2.

Parques

Estaduais

Áreas de preservação de ecossistemas naturais,

pesquisas científicas, atividades de educação ambiental,

recreação, lazer, turismo ecológico e contato com a natureza.

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PE Delta do Jacuí

Municípios: Porto Alegre, Canoas, Eldorado do Sul, Nova Sta. Rita, Triunfo, Charqueadas
Bioma: Transição Pampa e Mata Atlântica      Área: 14.200 hectares     Criação: 1976

 

Na região metropolitana de Porto Alegre, o parque é formado por 30 ilhas e algumas porções continentais no encontro dos Rios Jacuí, Gravataí, Sinos e Caí. Possui ecossistemas de matasbanhados e campos alagáveis, onde a vegetação é típica de áreas alagadiças. O gato-do-mato-grande (Leopardus geoffroyi), ameaçado de extinção, encontra abrigo no parque.

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Jaçanã 

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Gato-do-mato-grande

PE Itapuã

Município: Viamão         Bioma: Pampa         Área: 5.566 hectares         Criação: 1973

 

Itapuã abriga remanescentes dos ambientes originais da região metropolitana de Porto Alegre incluindo morros graníticos, praias, dunas, lagoas e banhados. Dentre as espécies protegidas na área de conservação está o bugio-ruivo (Alouatta guariba clamitans), animal símbolo do parque, ameaçado de extinção no Estado.

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Mandacarú

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Bugio-ruivo

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Parodia sp.

PE Itapeva

Município: Torres     Bioma: Mata Atlântica      Área: 1.000 hectares     Criação: 2002

 

A planície litorânea, cada vez mais rara no RS, é a característica principal do parque, que protege grandes dunas de areia móveis e fixadas com vegetação de restinga. Além disso, existem campos alagados e secos, turfeiras, matas de restinga, banhados, arroios e vassourais.

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Tuco-tuco

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Sapinho-de-barriga-vermelha

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Orquídea

PE Tainhas

Municípios: Cambará do Sul,  Jaquirana e São Francisco de Paula

Bioma: Mata Atlântica      Área: 6.650 hectares     Criação: 1975

 

Seu território protege os campos e as matas ciliares do vale do Rio Tainhas além de ocupar campos com araucárias e áreas úmidas de banhados, onde ocorrem espécies da flora ameaçadas de extinção, como o pinheiro-brasileiro (Araucaria angustifolia), o butiá-da-serra (Butia eriospatha), e o xaxim (Dicksonia sellowiana). 

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Xaxim

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Puma

PE Turvo

Município: Derrubadas     Bioma: Mata Atlântica     Área: 17.500 hectares    Criação: 1947

 

Com características peculiares, o parque concentra uma grande diversidade de espécies de mamíferos, aves, peixes, répteis, anfíbios, borboletas, insetos, fungos e plantas. Protege diversas espécies ameaçadas, como a onça-pintada (Panthera onca) e a jacutinga (Aburria jacutinga).

Seu território abrange uma das maiores quedas d'água longitudinais do mundo, o Salto do Yucumã ("Grande roncador", na língua tupi-guarani), com quase 2.000 metros de extensão ao longo do Rio Uruguai.

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Jacutinga

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Onça-pintada

PE Espinilho

Município: Barra do Quaraí       Bioma: Pampa       Área: 1.600 hectares      Criação: 1975

 

Neste ambiente existe um ecossistema único no Brasil e que o parque protege da devastação: a savana-parque, conhecida também como "campos sujos de cerrado". A Savana é caracterizada pela vegetação predominante de gramíneas com poucas árvores e arbustos isolados.

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Graxaim-do-campo

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Corredor-crestudo

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Pica-pau-chorão

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Espinilho

 

Capítulo 3.

Reservas

Biológicas

Áreas para preservação integral da biodiversidade de

ecossistemas ou espécies. Acesso público somente para pesquisas científicas e atividades de educação ambiental.

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REBIO Lami - José Lutzenberger

Município: Porto Alegre     Bioma: Mata Atlântica     Área: 200 hectares     Criação: 1975

 

A motivação inicial para a criação dessa UC foi a proteção de uma planta rara e endêmica, a efedra (Ephedra tweediana), um arbusto grande e espinhento. Essa planta habita matas de restinga, que existem próximas de corpo d'água, em ambientes arenosos. Às margens do Lago Guaíba, a planta tem um ambiente semelhante ao natural, apesar de ser, atualmente, bastante fragmentado e degradado pela ação humana, que é uma ameaça às espécies. Por isso a importância na preservação dessa área.

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Ouriço-cacheiro

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Gambá-de-orelha-branca

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Flores de efedra

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Efedra

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Tillandsia

REBIO Mata Paludosa

Município: Itati        Bioma: Mata Atlântica           Área: 270 hectares         Criação: 1998

 

Esta pequena UC guarda remanescentes de um ecossistema bastante ameaçado no estado: a Mata Paludosa. Essa formação vegetal é caracterizada por solos bastante úmidos, como em todo ambiente de mata fechada, por isso há diversas epífitas, como orquídeas e bromélias. Dentre algumas espécies alvo para a conservação, destaca-se a perereca-macaco (Phyllomedusa distincta), a palmeira-juçara (Euterpe edulis) e a irara (Eira barbara), todas ameaçadas de extinção.

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Irara

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Perereca-macaco

REBIO Ibirapuitã

Município: Alegrete           Bioma: Pampa           Área: 350 hectares           Criação: 1976

 

Típica paisagem do pampa gaúcho, nesta área são encontrados os campos sulinos e matas de galeria, os quais a reserva protege. Dentre a vegetação há cactáceas (Parodia sp. e Frailea sp.) e árvores maiores, como jerivá (Syagrus romanzoffiana). A fauna é diversificada e a área abriga, principalmente, aves ameaçadas de extinção, como o gavião-cinza (Circus cinereus).

Lontra

Jerivá

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Gavião-cinza

REBIO Mato Grande

Município: Arroio Grande    Bioma: Mata Atlântica    Área: 5.200 hectares   Criação: 1975

 

O território da UC abrange áreas úmidas do entorno da lagoa Mirim e abriga banhadoscampos úmidos e matas de restinga. Protege espécies ameaçadas de extinção, como a efedra (Ephedra tweediana) e o gato-do-mato-grande (Leopardus geoffroyi). É considerada uma área importante para a conservação de aves.

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Boininha

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Mão-pelada

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Áreas para proteção de ecossistemas e ambientes naturais,

realização de pesquisas científicas e educação ambiental.

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